Malformação congênita pode afetar várias partes do olho, mas é mais comum na íris, deixando o olho parecido com o de um gato
O coloboma ocular, conhecido também como síndrome do olho de gato, é uma condição que pode alterar diferentes partes do olho e trazer prejuízos para a visão. Embora algumas manifestações sejam leves e passem despercebidas, outras podem levar a complicações mais graves.
Continue a leitura para conhecer mais sobre o coloboma ocular, suas causas e sintomas, e saber como funciona o tratamento para preservar a saúde dos olhos.
O que é coloboma ocular?
O coloboma ocular é uma malformação congênita que ocorre devido a uma falha no fechamento completo de estruturas oculares durante o desenvolvimento embrionário. Essa condição pode afetar diferentes partes do olho, como a íris, a retina, o nervo óptico ou as pálpebras. A alteração pode deixar o olho semelhante ao de um gato quando ocorre um coloboma na íris, a parte colorida do olho, daí o nome síndrome do olho de gato.
O coloboma pode ser unilateral ou bilateral, e sua gravidade varia de acordo com a região ocular acometida.
Como identificar o coloboma ocular?
O coloboma ocular pode ser identificado já no nascimento, quando há alterações visíveis. Por exemplo, a criança pode nascer sem uma parte da pálpebra ou com a pupila, parte central da íris, de cor preta, em formato de “buraco de fechadura” ou “olho de gato”.
Caso a deformação não seja visível, o médico pode diagnosticar o coloboma ao realizar um exame ocular dilatado abrangente.
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Quais são os primeiros sintomas de coloboma ocular?
Os sintomas do coloboma ocular variam de acordo com a estrutura do olho afetada, sendo que algumas pessoas podem ser assintomáticas, enquanto outras podem ter a visão comprometida. Os sinais mais comuns são:
- Pupila em formato de fechadura ou olho de gato;
- Falta de um pedaço ou até mesmo ausência da pálpebra superior ou inferior;
- Sensibilidade à luz (fotofobia);
- Redução da acuidade visual;
- Visão turva ou comprometida em determinadas áreas;
Em casos mais graves, algumas crianças podem nascer sem a capacidade de enxergar quando o coloboma atinge áreas como nervo óptico, retina e mácula.
Como uma pessoa com coloboma ocular enxerga?
Isso vai depender bastante da área ocular afetada. Quando a condição afeta a retina ou o nervo óptico, por exemplo, pode haver perda de parte do campo visual ou visão embaçada com presença de manchas na imagem visualizada.
Já o coloboma na íris pode não impactar significativamente a visão, mas pode aumentar a sensibilidade à luz.
Coloboma ocular é uma condição genética?
Sim, o coloboma ocular pode ter uma origem genética. A condição está associada a mutações em genes relacionados ao desenvolvimento ocular e pode ocorrer de modo isolado ou como parte de outras síndromes genéticas, como a síndrome de CHARGE e a síndrome de Wolf-Hirschhorn. No entanto, há casos em que não há um fator genético identificado.
Quais são as causas do coloboma ocular?
O coloboma acontece por conta de falhas no desenvolvimento do olho da criança ainda no período embrionário. Isso pode ser motivado por fatores genéticos, mutações isoladas ou hereditárias, e uso de substâncias como o álcool durante a gravidez.
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Como tratar o coloboma ocular?
Não há uma cura definitiva para o coloboma ocular, mas os tratamentos podem ajudar a melhorar a qualidade de vida do paciente e minimizar os sintomas quando a visão é comprometida. As principais opções são:
- Uso de óculos ou lentes de contato coloridas para corrigir erros refrativos associados e adequar o formato da pupila;
- Cirurgias reparadoras para reconstruir a pálpebra ou deixar a pupila mais redonda;
- Uso de óculos de sol para amenizar a fotofobia.
O acompanhamento regular com um oftalmologista é fundamental para monitorar a progressão da condição e identificar possíveis complicações precocemente.
Quando procurar uma clínica especializada em olhos?
Ao notar os primeiros sinais de coloboma ocular, procure uma clínica oftalmológica de confiança para a obtenção do diagnóstico precoce, o que ajuda a prevenir complicações e facilita o tratamento da condição.
Além disso, pacientes com histórico familiar da malformação ou que apresentam síndromes associadas devem realizar exames regulares com o oftalmologista.
Para mais informações sobre o tratamento dessa e de outras condições oculares, entre em contato e agende sua consulta com a Clínica de Olhos — https://www.clinicaolhosdarciosilveira.com.br/agendar-consulta/.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO)
National Eye Institute