Pálpebras superiores caídas podem afetar (e muito) o campo de visão de um paciente; veja tudo sobre o assunto no conteúdo de hoje
Caracterizada pela queda da pálpebra superior, a ptose palpebral não se resume a uma questão meramente estética: ela pode, de fato, comprometer e, em alguns casos, até prejudicar mais seriamente o campo de visão de um paciente. Pensando nisso, no conteúdo de hoje, decidimos falar sobre este que é um assunto muitas vezes pouco explorado, indicando os tipos da condição, as causas, os sintomas, os problemas adjacentes e as possibilidades de tratamento. Continue a leitura para saber mais!
Índice
O que é ptose palpebral?
Por mais simples que possa parecer, a nossa capacidade de enxergar se deve, em parte, ao fato de que existem músculos responsáveis por manter as nossas pálpebras levantadas, permitindo que a luz entre e os olhos vejam. Quando há uma disfunção nessa estrutura muscular, o campo de visão fica restringido e, consequentemente, prejudicado.
Nesse sentido, uma dessas disfunções, a ptose palpebral (também chamada de blefaroptose), está relacionada a uma posição mais baixa que o normal da pálpebra superior, tendo como resultado uma leve queda ou até mesmo uma oclusão total da fenda ocular, impossibilitando a visão nesse caso. A condição pode ser unilateral ou bilateral (isto é, afetar um ou ambos os olhos) e atingir pessoas de todas as idades.
Tipos e causas
A ptose palpebral se divide em dois grupos: o tipo congênito, que é quando o indivíduo já nasce com a condição, e o tipo adquirido, que é quando o paciente desenvolve o problema ao longo da vida. Fazer essa distinção é essencial em termos clínicos, porque ajuda a determinar o tratamento mais indicado.
Os casos de ptose palpebral adquirida se ramificam em outros subgrupos, a depender do que os causam: casos neurogênicos (decorrentes de alterações neurológicas), miogênicos (decorrentes de problemas musculares), aponeuróticos (decorrentes sobretudo do envelhecimento) e mecânicos (decorrentes de tumores ou lesões que aumentam o peso da pálpebra).
Sintomas e impactos
São sintomas da ptose palpebral:
- Pálpebra visivelmente caída;
- Sensação de peso nos olhos;
- Cansaço visual;
- Sombra no campo de visão;
- Diminuição da visão;
- Dor de cabeça.
A potência dos sintomas e o seu nível de irritabilidade variam de acordo com o grau da condição, que, como dito anteriormente, pode ir de leve a grave. Nas crianças, a ptose palpebral ainda pode prejudicar o desenvolvimento da visão.
Tratamento e correção cirúrgica
Na maior parte das vezes, a ptose palpebral é tratada via cirurgia e conta com boas taxas de sucesso, mas a técnica utilizada só é definida a partir da análise do grau da condição e do funcionamento do músculo levantador. São exemplos de abordagens cirúrgicas:
- Cirurgia aponeurótica;
- Ressecção do músculo levantador;
- Suspensão frontal.
Além disso, em alguns casos em que há excesso de pele, a blefaroplastia funcional pode despontar como uma opção de tratamento.
Perguntas frequentes
Como corrigir ptose palpebral sem cirurgia?
Conforme foi dito anteriormente, quase sempre a correção da ptose palpebral é cirúrgica. No entanto, quando ela é causada por uma inflamação ou alguma doença, o tratamento desse primeiro problema já pode melhorar o quadro.
Qual é a relação entre a ptose palpebral e a blefaroplastia?
A ptose palpebral é a condição de saúde que afeta o músculo que eleva a pálpebra, ao passo que a blefaroplastia é um procedimento estético focado em ajustar apenas o excesso de pele e as bolsas nos olhos. Portanto, essa cirurgia não a corrige por si só, ainda que possa ser associada a ela às vezes.
Quanto tempo dura a ptose palpebral?
A ptose palpebral causada por alterações estruturais dificilmente regride espontaneamente. O problema tende a permanecer ou progredir com o passar do tempo se não for tratado.
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