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Xantelasma: o que é, sintomas, tratamentos e causas

Close-up de olho de uma mulher com manchas de xantelasma
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
4 min. de leitura

Saiba como identificar o xantelasma e quais são as formas mais eficazes de tratamento

Xantelasma é uma condição caracterizada pelo aparecimento de placas amareladas nas pálpebras, frequentemente perto dos cantos internos dos olhos. Embora esses crescimentos sejam geralmente benignos e não prejudiciais, podem ser uma fonte de preocupação estética para muitas pessoas.

Compreender o xantelasma é essencial porque ele pode ser um indicador de problemas de saúde subjacentes, particularmente relacionados aos níveis de colesterol e à saúde cardiovascular.

Saiba mais sobre essa condição continuando a leitura deste texto.

O que é xantelasma?

Xantelasma é um tipo de xantoma – um grupo de condições caracterizadas pelo acúmulo de gordura (lipídios) na pele. Especificamente, o xantelasma se apresenta como placas macias e amareladas que geralmente se desenvolvem nas pálpebras superiores e inferiores.

Essas lesões costumam ser indolores e podem variar em tamanho, às vezes se fundindo para formar placas maiores. Embora o xantelasma em si não seja uma doença, sua presença pode indicar níveis elevados de colesterol e um risco aumentado de doenças cardiovasculares.

Principais sintomas e características

O principal sintoma do xantelasma é a presença de placas amareladas nas pálpebras. Essas placas podem variar em tamanho e podem se apresentar como:

  • Lesões planas ou ligeiramente elevadas;
  • Macias ao toque;
  • De cor amarelada.

Embora o xantelasma em si não seja prejudicial, pode ser um sinal de problemas de saúde latentes, principalmente quando forem observados:

  • Crescimento rápido das placas;
  • Alterações na cor ou textura das lesões;
  • Sintomas associados, como alterações na visão ou desconforto.

Causas e fatores de risco

Possíveis causas de xantelasma incluem:

  • Hiperlipidemia (colesterol alto herdado dos pais) – metade das pessoas com xantelasmas apresenta níveis elevados de colesterol;
  • Diabetes mellitus;
  • Excesso de peso;
  • Problemas de tireoide, como hipotireoidismo;
  • Inflamação;
  • Consumo excessivo de álcool.

Qualquer pessoa pode desenvolver xantelasma. Mas a probabilidade é maior naquelas que:

  • Estão acima do peso;
  • Fumam;
  • Têm mais de 40 anos;
  • Têm níveis elevados de gordura – como colesterol – no sangue;
  • Têm pressão alta ou diabetes;
  • Têm histórico de xantelasma na família.

O xantelasma também é mais comum em mulheres e em pessoas de ascendência asiática ou mediterrânea.

Diagnóstico  

O diagnóstico do xantelasma geralmente é feito durante um exame clínico, quando o médico observa os depósitos ao redor das pálpebras. Não exige exame, mas o médico pode solicitar alguns testes, como:

  • Exame de sangue para avaliar colesterol total e frações, triglicérides e glicemia;
  • Exame de função tireoidiana para verificar alguma alteração na tireoide;
  • Exame de função hepática para verificar a possibilidade de uma doença no fígado.

Tratamento

O tratamento do xantelasma se concentra no controle da desordem lipídica e nas lesões. Ele consiste em:

  • Medicamentos para baixar os níveis de lipídios;
  • Cirurgia, com remoção da lesão e posterior sutura, realizada com anestesia local;
  • Crioterapia com nitrogênio líquido (utilizando frio extremo);
  • Cirurgia a laser;
  • Ablação por radiofrequência;
  • Peeling químico;
  • Cirurgia com uso de calor extremo.

Esses tratamentos para xantelasma geralmente funcionam. No entanto, podem ser necessárias várias sessões para remover completamente as lesões.

Após a remoção, essas lesões costumam reaparecer, independentemente do tratamento escolhido. A probabilidade de recorrência pode ser reduzida com o uso de medicamentos para diminuir ou controlar os níveis de colesterol.

Em alguns casos específicos, especialmente quando o paciente apresenta excesso de pele nas pálpebras (dermatocalase) associado ao xantelasma, pode-se considerar a blefaroplastia funcional. Esse procedimento cirúrgico tem como objetivo remover o excesso de pele e, ao mesmo tempo, pode permitir a retirada das placas de xantelasma presentes na região.

A blefaroplastia funcional é indicada principalmente quando há prejuízo no campo visual ou desconforto funcional, e não apenas por questões estéticas.

Além dos tratamentos médicos, modificações no estilo de vida podem ajudar a controlar os níveis de lipídios, como:

  • Mudanças na dieta: adotar uma dieta saudável para o coração, com baixo teor de gorduras saturadas e colesterol, pode ajudar a reduzir os níveis de lipídios;
  • Exercício regular: praticar atividade física pode melhorar a saúde geral e ajudar a controlar o peso;
  • Gerenciamento de peso: manter um peso saudável pode reduzir o risco de desenvolver xantelasma e outras condições relacionadas a alterações lipídicas. 

O xantelasma pode desaparecer sozinho?

Xantelasmas não desaparecem sozinhos. Eles tendem a permanecer do mesmo tamanho ou ficar maiores; no entanto, geralmente são inofensivos.

Fontes

Cleveland Clinic

Academia Americana de Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Dermatologia

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