Saiba como identificar o xantelasma e quais são as formas mais eficazes de tratamento
Xantelasma é uma condição caracterizada pelo aparecimento de placas amareladas nas pálpebras, frequentemente perto dos cantos internos dos olhos. Embora esses crescimentos sejam geralmente benignos e não prejudiciais, podem ser uma fonte de preocupação estética para muitas pessoas.
Compreender o xantelasma é essencial porque ele pode ser um indicador de problemas de saúde subjacentes, particularmente relacionados aos níveis de colesterol e à saúde cardiovascular.
Saiba mais sobre essa condição continuando a leitura deste texto.
Índice
O que é xantelasma?
Xantelasma é um tipo de xantoma – um grupo de condições caracterizadas pelo acúmulo de gordura (lipídios) na pele. Especificamente, o xantelasma se apresenta como placas macias e amareladas que geralmente se desenvolvem nas pálpebras superiores e inferiores.
Essas lesões costumam ser indolores e podem variar em tamanho, às vezes se fundindo para formar placas maiores. Embora o xantelasma em si não seja uma doença, sua presença pode indicar níveis elevados de colesterol e um risco aumentado de doenças cardiovasculares.
Principais sintomas e características
O principal sintoma do xantelasma é a presença de placas amareladas nas pálpebras. Essas placas podem variar em tamanho e podem se apresentar como:
- Lesões planas ou ligeiramente elevadas;
- Macias ao toque;
- De cor amarelada.
Embora o xantelasma em si não seja prejudicial, pode ser um sinal de problemas de saúde latentes, principalmente quando forem observados:
- Crescimento rápido das placas;
- Alterações na cor ou textura das lesões;
- Sintomas associados, como alterações na visão ou desconforto.
Causas e fatores de risco
Possíveis causas de xantelasma incluem:
- Hiperlipidemia (colesterol alto herdado dos pais) – metade das pessoas com xantelasmas apresenta níveis elevados de colesterol;
- Diabetes mellitus;
- Excesso de peso;
- Problemas de tireoide, como hipotireoidismo;
- Inflamação;
- Consumo excessivo de álcool.
Qualquer pessoa pode desenvolver xantelasma. Mas a probabilidade é maior naquelas que:
- Estão acima do peso;
- Fumam;
- Têm mais de 40 anos;
- Têm níveis elevados de gordura – como colesterol – no sangue;
- Têm pressão alta ou diabetes;
- Têm histórico de xantelasma na família.
O xantelasma também é mais comum em mulheres e em pessoas de ascendência asiática ou mediterrânea.
Diagnóstico
O diagnóstico do xantelasma geralmente é feito durante um exame clínico, quando o médico observa os depósitos ao redor das pálpebras. Não exige exame, mas o médico pode solicitar alguns testes, como:
- Exame de sangue para avaliar colesterol total e frações, triglicérides e glicemia;
- Exame de função tireoidiana para verificar alguma alteração na tireoide;
- Exame de função hepática para verificar a possibilidade de uma doença no fígado.
Tratamento
O tratamento do xantelasma se concentra no controle da desordem lipídica e nas lesões. Ele consiste em:
- Medicamentos para baixar os níveis de lipídios;
- Cirurgia, com remoção da lesão e posterior sutura, realizada com anestesia local;
- Crioterapia com nitrogênio líquido (utilizando frio extremo);
- Cirurgia a laser;
- Ablação por radiofrequência;
- Peeling químico;
- Cirurgia com uso de calor extremo.
Esses tratamentos para xantelasma geralmente funcionam. No entanto, podem ser necessárias várias sessões para remover completamente as lesões.
Após a remoção, essas lesões costumam reaparecer, independentemente do tratamento escolhido. A probabilidade de recorrência pode ser reduzida com o uso de medicamentos para diminuir ou controlar os níveis de colesterol.
Em alguns casos específicos, especialmente quando o paciente apresenta excesso de pele nas pálpebras (dermatocalase) associado ao xantelasma, pode-se considerar a blefaroplastia funcional. Esse procedimento cirúrgico tem como objetivo remover o excesso de pele e, ao mesmo tempo, pode permitir a retirada das placas de xantelasma presentes na região.
A blefaroplastia funcional é indicada principalmente quando há prejuízo no campo visual ou desconforto funcional, e não apenas por questões estéticas.
Além dos tratamentos médicos, modificações no estilo de vida podem ajudar a controlar os níveis de lipídios, como:
- Mudanças na dieta: adotar uma dieta saudável para o coração, com baixo teor de gorduras saturadas e colesterol, pode ajudar a reduzir os níveis de lipídios;
- Exercício regular: praticar atividade física pode melhorar a saúde geral e ajudar a controlar o peso;
- Gerenciamento de peso: manter um peso saudável pode reduzir o risco de desenvolver xantelasma e outras condições relacionadas a alterações lipídicas.
O xantelasma pode desaparecer sozinho?
Xantelasmas não desaparecem sozinhos. Eles tendem a permanecer do mesmo tamanho ou ficar maiores; no entanto, geralmente são inofensivos.

